terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Um ano a caminhar...


Até há um ano atrás, a minha vida resumia-se a estar na cama, a agonizar dia e noite… mas, eis que surge uma oportunidade: um novo caminho sugeria algo novo, diferente… uma nova vida.

Descrente – porque a EA tem a capacidade de destruir toda a nossa fé – fiquei reticente perante este novo caminho. Não obstante, resolvi dar o primeiro passo.

Um ano decorrido e aqui estou eu… já caminhei bastante mas sei que ainda tenho muito chão pela frente. E não faz mal… porque, agora, estou mais forte.

Não tem sido uma caminhada fácil. Muitos obstáculos pelo caminho – demasiados. Por vezes, esses obstáculos eram desmedidos: verdadeiras paredes de betão. Contudo, nunca desisti.

Porque não estava sozinha, havia sempre uma mão que me ajudava. Uma voz meiga que me lembrava que o caminho era aquele e que havia uma meta a alcançar. Um sorriso que me devolvia a fé, a esperança…

Um ano decorrido… aprendi tanto.

Aprendi que tudo tem uma razão de ser. Mesmo uma doença… tenha ela o nome que tiver.

Ontem, em conversa com o meu pai – Grande Homem Lindo – disse-lhe que já não me sinto revoltada. Já não penso como seria a minha vida, se a EA não tivesse aparecido. Já não me pergunto porquê eu?”

Pelo contrário. Sinto-me grata por um dia ter ficado doente, porque só assim, foi possível esta aprendizagem.

Descobri, ao longo destes longos doze meses, que a EA não tem só a capacidade de nos roubar a fé… também tem a capacidade de nos transformar. Se para o melhor, se para o pior… só nos compete a nós decidir.

Penso que tomei a decisão mais correcta no dia em que dei início a esta minha senda. Todos os sentimentos negativos que se alimentavam da minha dor, que proliferavam tal ervas daninhas, foram-se desvanecendo aos poucos…

Já não penso em tudo que perdi… mas, sim, em tudo que ganhei. E, sim: ganhei muito. Principalmente, esta alegria de viver… dia após dia…

Hoje Vivo a minha Vida, não deixo que a vida viva por mim… muito menos a EA.

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