Sexta-feira, 30 de Novembro de 2007

Pronta Para Recomeçar...

Estou um pouco apreensiva, confesso. Mas pronta para o desafio... pelo menos, é nisso que eu quero acreditar. Porque a doença já me levou anos de mais e eu necessito de recomeçar a viver!

Devo isso aos meus pais, sempre presentes, que sempre me apoiaram e teimam em acreditar na minha cura; ao meu marido, tão incrivelmente especial, responsável pela minha mudança radical, na maneira de encarar a doença; aos meus amigos, amigos verdadeiros, que estão sempre perto de mim... E, a mim. Devo isso a mim! Porque sim!

Amanhã, começa esta senda, onde não estarei sozinha. Sei que não será fácil, mas... eu já passei por situações muito difíceis. Por isso, creio que conseguirei. Melhor... conseguiremos!

Nas últimas semanas, planeei - ao pormenor - todas as fases, pelas quais terei que passar. São bastantes: algumas menos fáceis; outras, mais divertidas. Mas, todas serão imprescindíveis para conseguir alcançar o meu objectivo.

Agora, tenho trinta e um dias pela frente. Muito trabalho, sim... Porém, a compensação é, sem dúvida, a melhor de todas: a Vida!

Domingo, 18 de Novembro de 2007

Máscara caída...

Alguém disse: "Todos usamos uma máscara para os outros. O pior é quando usamos, essa máscara, por nós mesmos."

O que ninguém disse é que necessitamos dessa máscara para sobreviver aos outros... a nós.

Todos somos obrigados a usar máscaras: uns, porque sentem necessidade de agradar a todos; outros, porque é a única maneira, que conhecem, para se defenderem... porque todos têm medo de ser quem, realmente, são. E de tanto que as usamos, deixámos de ser quem realmente queremos ser e habituámo-nos a falsas ideias e falsas esperanças... a uma falsa identidade...

Assim, tal como todos, sempre tive as minhas máscaras.

Porque sim. Porque as pessoas exigiam de mim, algo que eu não lhes conseguia dar. Mas não importava: eu tinha que ser quem eles queriam que eu fosse. Cada gesto, atitude... até as minhas reacções. Toda a minha existência, o que fazia ou sentia: fruto de um guião... de uma cena de uma peça de teatro (que era a minha vida).


Algo, porém, mudou. Um conjunto de situações levou ao desmoronamento de todas as minhas máscaras. Foi difícil... Durante muito tempo, procurei a minha máscara, desesperadamente... não sabia viver assim. Não como sou. Andei perdida, tentei mudar... voltar ao que era (ou, ao que eu pensava que era!), mas não conseguia.

Passei por muitas dificuldades. As minhas máscaras eram como um muro que me rodeava, me protegia. E, sem estar preparada, muro desapareceu. Fiquei indefesa...

Agora, tenho que começar tudo de novo. Conhecer, compreender e aceitar, o meu verdadeiro "eu"... agora, com a face desnuda.

Sábado, 17 de Novembro de 2007

Ser feliz é...

"Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história."

PESSOA, Fernando


Finalmente, começo a compreender. É muito fácil, para uma pessoa, "afundar-se" na sua auto-comiseração. Foi o que aconteceu a mim.

Há cerca de ano e meio, a minha vida começou a desmoronar-se. Tudo aquilo que tinha conseguido erguer... caiu por terra. Uma doença crónica, degenerativa e incapacitante é diagnosticada (tardiamente) e tudo mudou.

Foi difícil compreender, aceitar e aprender a viver com a ideia que, além de ter uma doença complicada, esta iria piorar... até ficar incapacitada!

E o meu trabalho? Os planos que tinha para a minha vida? E... jamais poderei ter filhos. O meu sonho, ser mãe, acabara aí, nesse dia.

Durante dois meses, não fiz outra coisa senão, chorar.

Até que resolvi ir à luta! Voltei estudar: entrei na universidade e entreguei-me "de corpo e alma", ao meu curso! Contudo, faltava muitas vezes. Ficava a maior parte do tempo, acamada. As dores aumentavam, à medida que o ano passava, à medida que os estudos exigiam mais dedicação. Não desisti. Continuei até ao fim.

Este ano, em Setembro, apercebi-me - finalmente - que não conseguiria continuar neste ritmo. Passei todo o ano, em casa, a estudar. Não saía, senão para ir às aulas. Porém, não consegui fazer alguns exames (tive algumas crises que me deixaram acamada). No fim do ano lectivo, revi os últimos meses e cheguei à difícil conclusão: estava na hora de parar.

Se já me encontrava debilitada psicologicamente, com esta decisão, a depressão tomou conta de mim. Desisti do curso, da vida... andava no mundo por andar.

Mas... com a preciosa ajuda de uma pessoa que, sem me aperceber, entrou na minha vida e no meu coração, reencontrei a vontade de viver. Ensinou-me muito: como lidar com esta doença - ele já tinha passado por algo um pouco pior; como procurar viver o dia a dia... e, o mais importante, ensinou-me a procurar a cura!

A cura? Mas esta doença é incurável! Pois, mas a doença dele - Doença de Crohn - também era e, não obstante, ele conseguiu curá-la! Eu dizia-lhe que jamais conseguiria... eu não tenho a sua força de vontade, a sua persistência. Mas, ele não desistiu enquanto eu não "acordei do sono" em que eu estava imersa.

E, conseguiu!

Com a sua ajuda, pesquisei, li muitos livros, procurando soluções para esta doença. Encontrei muita informação, da qual eu não tinha qualquer conhecimento.

Os médicos, em Portugal, são na sua grande maioria, uns prepotentes. Por tal, ninguém me explicou o que é a Espondilite Anquilosante. O mais grave: quem sofre de EA tem, obrigatoriamente, de fazer exercício diariamente (para atrasar a evolução da doença). Esta é uma das razões pelas quais temos o direito à informação!

Felizmente, temos a Internet! Para, desespero dos "Srs. Drs." (estão a perder o poder que exercem) informação já não é só deles.

Já comecei o planeamento da minha auto-cura: dieta, suplementos, exercício físico, tratamentos alternativos...

Agora... só falta pôr em pratica!

Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007

Espondilite Anquilosante




A Espondilte Anquilosante é uma doença muito complexa... contudo, existem factores que os médicos parecem ignorar ou, simplesmente, nos omitem deliberadamente.

Factores, esses, que podem melhorar muito a nossa qualidade de vida.

Aqui, estão descritas todas as fases da minha doença, pesquisas que realizei, soluções que encontrei, experiências que fiz... e vitórias que alcancei.

Para que todo o espondilítico possa encontrar, também, o seu caminho para "um dia sem dor".
 

Made by Lena