domingo, 18 de novembro de 2007

Máscara caída...

Alguém disse: "Todos usamos uma máscara para os outros. O pior é quando usamos, essa máscara, por nós mesmos."

O que ninguém disse é que necessitamos dessa máscara para sobreviver aos outros... a nós.

Todos somos obrigados a usar máscaras: uns, porque sentem necessidade de agradar a todos; outros, porque é a única maneira, que conhecem, para se defenderem... porque todos têm medo de ser quem, realmente, são. E de tanto que as usamos, deixámos de ser quem realmente queremos ser e habituámo-nos a falsas ideias e falsas esperanças... a uma falsa identidade...

Assim, tal como todos, sempre tive as minhas máscaras.

Porque sim. Porque as pessoas exigiam de mim, algo que eu não lhes conseguia dar. Mas não importava: eu tinha que ser quem eles queriam que eu fosse. Cada gesto, atitude... até as minhas reacções. Toda a minha existência, o que fazia ou sentia: fruto de um guião... de uma cena de uma peça de teatro (que era a minha vida).


Algo, porém, mudou. Um conjunto de situações levou ao desmoronamento de todas as minhas máscaras. Foi difícil... Durante muito tempo, procurei a minha máscara, desesperadamente... não sabia viver assim. Não como sou. Andei perdida, tentei mudar... voltar ao que era (ou, ao que eu pensava que era!), mas não conseguia.

Passei por muitas dificuldades. As minhas máscaras eram como um muro que me rodeava, me protegia. E, sem estar preparada, muro desapareceu. Fiquei indefesa...

Agora, tenho que começar tudo de novo. Conhecer, compreender e aceitar, o meu verdadeiro "eu"... agora, com a face desnuda.

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